domingo, 11 de janeiro de 2026

Competência em Informação (Information Literacy): A Biblioteconomia como Pilar da Soberania Intelectual

O argumento central que sustenta a Competência em Informação (ou Metaliteracia) como a missão última da Biblioteconomia moderna é que o empoderamento do cidadão na sociedade do conhecimento não depende do acesso físico ao dado, mas da capacidade crítica de processá-lo. Na era da infodemia, onde a desinformação é estrutural e os algoritmos de recomendação criam câmaras de eco paralisantes, o bibliotecário deve atuar como um educador político-tecnológico. O argumento técnico é que a competência em informação é o único mecanismo capaz de transformar um consumidor passivo de conteúdos em um produtor ético e um avaliador autônomo de evidências.

Biblioteconomia na Era da IA Generativa: Da Recuperação da Informação à Síntese do Conhecimento

O argumento central que sustenta a integração da Inteligência Artificial Generativa (GenAI) na Biblioteconomia é a transição do modelo de "Busca e Recuperação" para o modelo de "Síntese e Geração". Durante décadas, o papel do bibliotecário e dos sistemas de busca foi localizar documentos relevantes para uma consulta. Com Large Language Models (LLMs) como o GPT-4 ou Gemini, a máquina agora é capaz de sintetizar o conteúdo de milhares de documentos e entregar uma resposta direta.

Preservação Digital de Longo Prazo: Estratégias contra a Amnésia Tecnológica e o "Buraco Negro" Digital

O argumento central que sustenta a Preservação Digital como uma disciplina de alta complexidade na Biblioteconomia é a distinção fundamental entre "fazer backup" e "preservar". Armazenar arquivos em múltiplos servidores protege contra a perda física de dados, mas não garante a sua inteligibilidade. O argumento técnico é que a biblioteca moderna deve gerenciar a obsolescência de formatos e de ambientes de software que tornam os bits inacessíveis.

Bibliometria e Cienciometria: A Inteligência de Dados a Serviço da Gestão Estratégica da Ciência

O argumento central que sustenta a Bibliometria e a Cienciometria como pilares da Biblioteconomia moderna é a necessidade de objetividade na avaliação do desempenho acadêmico e institucional. Em um cenário de recursos escassos e competitividade global, não se pode mais gerir a ciência com base em percepções anedóticas ou prestígio subjetivo. O argumento técnico é que o bibliotecário deve utilizar métodos matemáticos e estatísticos para mapear a produção científica, identificando padrões de publicação, redes de colaboração e o impacto real do conhecimento produzido.

Gestão de Repositórios Institucionais e Acesso Aberto: A Biblioteca como Publicadora e Guardiã da Soberania Científica

O argumento central que sustenta a relevância dos Repositórios Institucionais (RIs) e do Acesso Aberto (Open Access) é a necessidade de romper com o ciclo de dependência financeira e restrição de conhecimento imposto pelas grandes editoras científicas. Por décadas, as universidades produziram conhecimento com financiamento público, cederam os direitos autorais gratuitamente para editoras privadas e, em seguida, as bibliotecas dessas mesmas universidades precisaram pagar assinaturas milionárias para ler o que seus próprios pesquisadores escreveram. O argumento técnico contemporâneo é que a biblioteca deve assumir o papel de nó de publicação e preservação, utilizando o Repositório Institucional como uma ferramenta de soberania informacional.

Biblioteconomia Social e a Luta Contra a Desinformação: A Biblioteca como Hub de Vigilância Epistêmica

O argumento central que sustenta a Biblioteconomia Social no contexto das Fake News é que o acesso à informação, por si só, não é mais um indicador de progresso; pelo contrário, o excesso de informação sem filtro tornou-se uma ferramenta de desestabilização social. O argumento técnico é que a biblioteca deve evoluir de um "provedor de acesso" para um "filtro de autoridade" e um centro de treinamento em Literacia Midiática e Informacional (MIL).

Web Semântica e Linked Open Data (LOD): A Transformação do Registro em Grafo de Conhecimento

O argumento central que sustenta a adoção da Web Semântica e dos Dados Ligados (Linked Open Data - LOD) na Biblioteconomia é a falência técnica do modelo de catalogação baseado em registros isolados (o formato MARC). Por décadas, as bibliotecas criaram "ilhas de informação": registros bibliográficos que, embora completos, não eram compreendidos pelos motores de busca da web comercial (como o Google). O argumento técnico contemporâneo é que a biblioteca deve converter seus acervos em Grafos de Conhecimento, utilizando o padrão Resource Description Framework (RDF).